O que os cristãos nos fizeram (2)

 A relação entre os cristãos e o território de Israel ao longo da história é complexa, multifacetada e mudou radicalmente ao longo dos séculos, passando de perseguição e exclusão para apoio político e teológico significativo.

Aqui estão os principais pontos sobre o que os cristãos fizeram a Israel/na Terra Santa:
  • Antiguidade e Idade Média (Perseguição e Controle): Após a conversão do Império Romano ao cristianismo no século IV, a região passou a ser gerida sob uma perspectiva cristã. Cristãos construíram locais de peregrinação sobre sítios judaicos. Durante as Cruzadas, cristãos europeus conquistaram Jerusalém, frequentemente cometendo massacres tanto contra judeus quanto contra muçulmanos.
  • Séculos de Tensão: Historicamente, a igreja cristã frequentemente manteve uma teologia que via o judaísmo como superado, o que contribuiu para perseguições ao povo judeu na Europa, muitos dos quais viam a Terra Santa (Israel) como o seu lar, mas eram impedidos de lá viver.
  • Sionismo Cristão (Apoio Moderno): A partir do século XIX, e com força no século XX, surgiu o "Sionismo Cristão", particularmente entre evangélicos e puritanos, que defendem teologicamente que o retorno dos judeus à sua terra natal é um cumprimento das profecias bíblicas necessário para o fim dos tempos.
  • Criação do Estado de Israel (1948): Cristãos — particularmente no Reino Unido e nos EUA — desempenharam um papel no apoio diplomático e político que facilitou a criação do Estado de Israel.
  • Apoio Político e Económico Atual: Hoje, muitos cristãos (especialmente evangélicos nos EUA) formam um dos maiores lobbies de apoio a Israel, fornecendo apoio político, financeiro e turismo para o país. Isso inclui o reconhecimento de Jerusalém como capital e o apoio à soberania israelita sobre o território.
  • Diversidade de Posições: Embora muitos cristãos evangélicos apoiem Israel incondicionalmente, há outros grupos cristãos, incluindo algumas denominações históricas, que se focam na reconciliação, na paz e, por vezes, na crítica à ocupação dos territórios palestinianos.
Em suma, os cristãos passaram de uma postura histórica de inimizade ou indiferença para, em grande parte, serem apoiantes essenciais da existência e segurança do moderno Estado de Israel, motivados por interpretações bíblicas e alianças geopolíticas.

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